As mulheres não são homens pequenos

O número de mulheres praticantes de atividades físicas, por lazer ou profissional, aumentou dramaticamente nos últimos 50 anos. Nas Olimpíadas de 2020 representamos 49% dos competidores, tornando Tokyo os jogos olímpicos mais equilibrados da história.

Comecei a escrever sobre corrida para mulheres 17 anos atrás, numa época onde o mercado ainda não oferecia nada de especial pra gente. Os tênis que nos vendiam eram masculinos em tamanhos menores. Os shorts tb, pareciam fraldas e ficavam entrando no 👌🏼. Os tops um desastre. Embora o mercado tenha virado a chave, claro, por perceber que gastamos dinheiro com equipamentos, a ciência ainda anda em passos meio lentos.

A exclusão das mulheres não foi sem querer e mostra como durante décadas, os cientistas trabalharam sob o pressuposto de que os homens são biológica e fisiologicamente superiores. Mesmo que sejamos mto boas no esporte, existe uma sensação de que nossos corpos não são tão bons para isso. Mtas atletas são levadas a acreditar que disfunção estrutural é normal, que fraturas por estresse são um rito de passagem, lesões nos joelhos são inevitáveis, parar de menstruar é normal, e que os dist. alimentares e os problemas de imagem corporal são parte integrante da experiência atlética.

Quando algo dá errado (lesão, esgotamento, excesso de treinamento, ganho de peso…) mesmo fazendo tudo certo nos sentimos culpadas e envergonhadas. Tem um problema: muito do que usado para construir diretrizes de treinamento, nutrição, performance e prevenção de lesões é baseado no que é encontrado em experimentos com homens (na maioria jovens) ou animais. Estamos seguindo orientações que não foram feitas para nós!

A ciência do esporte é feita POR e PARA homens, por isso venho aqui todo dia falar da importância de se ter conhecimento e senso crítico para questionar o que te mandam fazer. Se a dieta prescrita está te fazendo ganhar peso, os treinos estão te machucando…se mesmo fazendo tudo certo vc sente que a vida tá toda errada, é hora de questionar.

Só mudei a vida, a saúde, a corrida e a carreira qdo comecei a dizer não para o que parecia ser certo e passei a dizer sim p novas possibilidades e para uma “nova” nutrição.

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Mãe, corredora, comunicadora e nutricionista especializada em dietas de baixo carboidrato.

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