Não é “se dá para correr em Low Carb”

Nem se dá pra correr forte em low carb. Isso já tá provado e documentado, tem muita gente por aí fazendo.

A pergunta certa é “por que correr em low carb?” e eu, que já faço isso a quase 7 anos (3h04 na maratona de Chicago) , poderia ficar aqui a manhã inteira falando dos benefícios, mas hoje vou falar só de um.

Porque não correr em Low Carb significa não ter flexibilidade metabólica e não ter flexibilidade metabólica significa que em algum momento essa inflexibilidade trará problemas, que vão muito além dos desejos de performar na corrida.

Significa também que o corpo é dependente de carboidratos e não tem a chave para abrir os estoques infinitos de energia endógena (dentro dele mesmo) – que é a gordura.

A regra (da natureza, não minha nem do Balu) é clara: cada dia que passa vamos ficando MENOS TOLERANTES ao carboidrato e estar presa neste recurso é uma escolha bem perigosa à longo prazo.

Principalmente para nós mulheres acima dos 40, que temos a sensibilidade à insulina ainda mais prejudicada com queda do estrogênio. Uma nutricionista jamais deveria omitir essas informações de suas pacientes, por julgar se a pessoa é ou não capaz de aderir. Nutricionista boa não julga, nosso trabalho é mostrar o que há de melhor para nossa cliente.

Minha razão preferida para correr e viver em Low Carb é essa, poder praticar o esporte que amo sem comprometer minha saúde metabólica.

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Mãe, corredora, comunicadora e nutricionista especializada em dietas de baixo carboidrato.

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