Na mitologia grega, Procusto era um vilão que possuía uma cama de ferro e forçava suas vítimas a caberem nela, independentemente de seu tamanho. Se a pessoa era maior, ele cortava os membros que sobravam; se era menor, esticava-os brutalmente. A cama de Procusto simboliza a tentativa de forçar algo a se ajustar a um padrão rígido e arbitrário, resultando em dor, perda e sofrimento. Dezembro frequentemente funciona como uma “Cama de Procusto”:
- Tentamos encaixar tudo: Pendências do trabalho, metas pessoais, compras de Natal, eventos sociais e autocuidado, tudo num espaço de tempo limitado.
- Nos cortamos ou nos esticamos: Cortamos horas de descanso, esticamos o orçamento além do possível, sacrificamos o bem-estar e nos sobrecarregamos emocionalmente.
- A culpa do padrão inatingível: Há uma pressão social para “terminar o ano bem”, como se fosse possível equilibrar tudo no último momento.
A verdade é que não vai caber, nunca cabe”. Assim como na Cama de Procusto, o problema está no padrão e não em nós. Como escapar dessa “cama”?
- Ajuste as expectativas: Aceitar que não é possível organizar tudo ou agradar a todos.
- Priorize com base em valores: Escolha o que realmente importa para você. Precisa ir em todas as festas?
- Respeite seus limites: Assim como o ciclo menstrual ensina a navegar com as fases, permita-se desacelerar, descansar e dizer “não”.
- Reflita sobre o essencial: Pergunte-se: o que realmente é necessário?
Metade de dezembro pode também ser um convite a parar de esticar e cortar a si mesma e, em vez disso, encontrar um ritmo próprio e gentil para encerrar o ano até porque nada do que você fizer ou deixar de fazer vai mudar o que você fez ou deixou de fazer durante o ano inteiro.
Esse ciclo de tentar “fechar com chave de ouro” nos desconecta do que realmente importa: viver o presente com a energia que temos hoje, com os recursos que temos agora.








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