Falta menos de 1 mês para a Dead Sea e faz pouco menos de 1 mês que recebi o convite para correr a prova. Tá lá no Strava, meu ano de 2025 foi de constância. Teve muita musculação, muita caminhada, e alguma corrida. Foi um ano sem “ciclo” de prova alguma, nenhum pico de treino…e também nenhum vale. Não tive períodos de euforia nem fases de extremo cansaço.
O que em outras épocas pareceria tédio, hoje é o que me sustenta sem depender de motivação, sem chegar a extremos de cansaço e sem ter que recomeçar nada. Tenho preguiça de recomeços, sou uma pessoa que prefere continuidade.
Eu sei que hoje na internet do treino o que dá engajamento é o drama, o excesso, a ruptura, o recomeço…mas não sou mais essa pessoa, não me interessa viver de altos e baixo. Já fui, mas neste momento prefiro engajar com outras coisas, sem precisar levar meu corpo / mente / casamento / trabalho ao extremo. É um exercício bem difícil, minha gente, por anos estive aqui recebendo gratificações pelos excessos e jornadas da heroína. Tive que redescobrir quem sou eu sem a corrida dramática.
Sabem o que descobri? Que gosto muito de estudar um lugar antes de conhecê-lo, coisa que nunca havia feito antes para uma viagem de corrida. Se antes, o destino era quase um pano de fundo para o desafio físico, agora, ele é parte central da experiência. Minha única urgência para esta viagem é terminar todos os 5 livros que comecei (já terminei 2), depois conto sobre cada um deles. Acho que tirar a corrida dramática da vida me abriu espaço para ser uma corredora mais curiosa, menos centrada em mim mesma, e mais atenta ao mundo.
E mandem dicas de Israel, por enquanto sei que tem Tel Aviv, Jerusalém e Deserto da Judeia…o que ler, o que comer, o que visitar, o que comprar…







Deixe um comentário