Essa é uma reflexão essencial e interessante de ser feita de tempos em tempos para nos ajudar a nos situarmos nos nossos próprios sentimentos e vontades em relação à corrida.
Não é sempre que a gente está afim de manter aquele ritmo certinho de treinos, o que também não significa que não possamos nos manter minimamente ativas, que foi algo que fiz muito durante a gravidez.
Acredito que precisamos entender e aceitar mais os diferentes momentos da vida, para não nos cobrarmos ou não nos frustrarmos com a rotina e performance, assim como entender e respeitar nossos próprios valores.
Perguntar à si mesmo por quê você corre é uma forma de reavaliar e reafirmar seus objetivos com a corrida. E nem tô falando de objetivos relacionados à provas ou resultados.
Eu sempre procuro lembrar como e por quê comecei a correr, e no que me transformei através da corrida. Comecei a correr simplesmente porque me sentia bem. PONTO
Não importa o tênis, o lugar, o que eu comi antes ou meus números. Correr faz eu me sentir bem e essa é a única razão pela qual eu corro, logo, todas as pequenezas que vem no pacotinho NÃO IMPORTAM, e são essas pequenezas que fazem a gente se frustrar e bodear da corrida.
Não sei se é culpa da internet e do bombardeio de blogueiras de corrida, mas sinto que hoje rola um movimento de “bode” nas pessoas, que sentem dificuldade em separar o que vêem no feed e o que é a corrida na real.
Eu mesma já me senti várias vezes de saco cheio e achando esse “mundinho” chato pra cacete, mas aí logo me encontrei novamente lembrando que nada do que existe “lá fora” importa nem deve influenciar no que eu sinto sobre a corrida.
Eu sei que parece papo de quem tomou dorgas e tá divagando, mas é apenas um desenrolar do pensamento principal que é: “Foda-se tudo, eu amo correr!”
Quando a gente transforma esse pensamento em mantra, nunca mais bodeamos daquilo que amamos, ou nos deixamos levar por coisas que vemos por aí. Corra por você.
Namastê.








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