ESPIRITUALIDADE E ALIMENTAÇÃO

Pode parecer que uma coisa não tem nada a ver com a outra, mas em minha experiência pessoal, foi quando mudei minha alimentação, principalmente retirando as coisas que estavam embaçando minha saúde, que outras coisas em volta começaram a clarear.

Não digo que encontrei respostas, pois na verdade encontrei problemas.

Estou lendo um livro muito interessante e profundo, e fique pensando sobre a seguinte passagem: “É fácil achar que somos senhores de nossa própria casa, mas enquanto não estivermos em condições de dominar nossos próprios sentimentos e disposição de espírito ou ter consciência das centenas de caminhos secretos onde se imiscuem pressupostos inconscientes em nossos arranjos e decisões, não somos senhores.”

Antes de mudar minha alimentação eu achava que era senhora da minha própria casa e que tudo que eu vivia era resultado das minhas próprias escolhas, não tinha consciência dos caminhos invisíveis e do subconsciente. Só ouvia falar. A civilização nos afastou dos nossos instintos mais básicos, como falei no texto de ontem sobre intuição. Não obstante, nos afastou tb de outras coisas mais palpáveis como escolhas de estilo de vida compatíveis com nosso DNA. Não nos movimentamos como deveríamos, não nos alimentamos com alimentos compatíveis com nosso sistema, não dormimos o qto nosso corpo precisa, está,os expostos a uma série de excessos que nos afastam na nossa natureza e por aí vai.

Então qdo eu digo que mudar a alimentação, dando ao meu corpo alimentos compatíveis com nosso projeto genético foi um primeiro passo para me aproximar da minha natureza, é pq com essa mudança consegui pelo menos entender coisas que antes não passavam pela minha cabeça, como a existência de um “eu” primitivo e instintivo. Pode parecer maluquice, mas às vezes sinto que abri uma janela e consigo ver / sentir coisas que não sentia antes. Não encontrei a solução dos problemas, mas entendi que existe uma força inconsciente muito poderosa que aflora qdo nosso corpo físico está sob condições “adequadas” ao que a natureza nos estipulou.

Meu movimento de essencialidade começou tirando os alimentos que fazem mal ao corpo, com isso parece que tirei um vidro fumê da vida e tudo em volta foi se transformando. Sei que um estado de perfeito equilíbrio não existe, até pq se existisse não haveria vida. A vida e o mundo são um campo de batalha e sempre serão, isso fez parte da nossa evolução e se não fosse assim nossa existência chegaria ao fim. “Lutar ou morrer” fez parte da evolução do nosso DNA, por isso existe o cortisol, hormônio que hoje é chamado do stress mas na verdade é o da vida. Sem ele não estaríamos aqui.

Gostaria de escrever “só pra finalizar” mas esse é um assunto que não tem fim, pelo menos pra mim está sendo só o começo da viagem. Nunca me interessei muito pelo campo da psicologia, mas foi através da nutrição e da ancestralidade que hoje estou aqui devaneando e buscando pelo menos pistas de algumas respostas sobre o que dá sentido à nossa existência.

1 comentário Adicione o seu

  1. mariangelalsouza disse:

    Muito obrigada pelo texto! Fiquei curiosa pra saber mais sobre ancestralidade.

    Curtido por 1 pessoa

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